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O património natural, histórico, cultural e arqueológico de uma Freguesia é o resultado de um esforço conjunto por acompanhar a evolução dos tempos sem nunca se esquecer as raízes e a identidade de cada região. Vil de Matos é um belo exemplo da preservação de áreas verdejantes e de edifícios que exalam um pouco da sua história e da sua cultura, por isso, neste espaço, referem-se apenas alguns dos seus principais monumentos. Igreja Matriz Obra datada de 1819 (conforme data inscrita na porta), em estilo neoclássico é dedicada a São João Evangelista. Á esquerda do edifício principal levanta-se o campanário de duas ventanas, em cuja cimalha direita se lê a data de 1742. No entanto, na porta que lhe resguarda a entrada, em cantarias reorganizadas, pode-se observar outra data, a do ano 1743. No interior, descobrem-se dois altares laterais oiticentistas, em talha singela, para além do altar-mor, cujo retábulo principal, de duas colunas torcidas e camarim é resultado de uma ampliação de final do século XVII. Porém, Sacrário de madeira é anterior, ascendendo a meados da mesma centúria, exibindo colunelos e Cristo Ressuscitado na porta. Nas paredes laterais da capela-mor, destacam-se ainda panos de azulejos, de fabrica coimbrã, que encerram dentro de enquadramento concheados a Ceia (do lado do Evangelho) e o Milagres de Santo António (do outro lado), remontando a segunda metade da centúria de setecentos. A base da Pia Baptismal data do século XVI. Da imaginária, salientam-se as esculturas de São Sebastião em pedra, do século XV, e de Nossa Senhora do Rosário, bonita imagem de madeira datada do século XIX, embora de tipo setecentista. Um dos cálices de prata, decorado de leves e bons motivos concheados, de final da centúria de setecentos, possui a marca do ourives (M.G.) Cruzeiro Levantado perto da Matriz, foi reformado em 1905, conservando o pilar quadrado, dórico, sobre base de alçado trapezoidal, do século XVII. Em 2002 foi submetido a obra de restauro. Capela de Sant’Ana Situada no lugar de vendas de Sant’Ana no largo em frente ao Cemitério, já funcionou como Matriz da Paroquia. Construída entre os séculos XV e XVI, surge já referida na Chorografia Portuguesa. Uma inscrição encontrada na sepultura de um tal Domingos (e Herdeiros) que faleceu a 20 de Agosto de 1653, e os livros de registo de baptismos (a partir de 1634), casamentos (deste 1646) e funerais (com inicio em 1706), encontrados pelo Padre Manuel Nogueira, em 22 de Maio de 1722, são apenas alguns dos documentos que comprovam a ancestralidade do referido edifício religioso. Composto por nave, santuário e uma capela aberta rasgada no lado esquerdo da nave, abobada, em pedra e de quatro quartela simples este Templete recebeu obras de beneficiação em 1850, 1915 e 1990. Destaque para a Púlpito circular e de coluna da fundação da Capela e para uma escultura de Santa Ana, em pedra, de meados do século XV. Capela de São Tomé Localizado no centro da povoação de rios Frios, este Templete foi mandado erigir por um tal D. Manoel, castelhano, que aqui vivia com a mãe e um irmão. Apesar de se desconhecer a data da sua fundação, sabe-se que é muito antiga porque também aparece referida na Chorografia de Portuguesa. Do seu interior, salienta-se a sepultura do Dr. Ângelo Ferreira Dinis (1768-1848). Lente de Prima da Faculdade de Medicina e Cavaleiro de Cristo, e o Púlpito circular e de coluna. Esta capela foi reconstruída em 1982 em consequência da derrocada de parte do edifico. Capela de Santo António Este bonito templete foi levado no centro da localidade de Mourelos, por ordem de uma Comissão de devotos do referido local no ano de 1977. Palácio da quinta da Zombaria Este Palácio pertencia em 1886 a um ilustre lente de Botânica da Universidade de Coimbra, o professor Dr. Júlio Augusto Henriques, e, mais tarde, foi adquirida por outro ilustre catedrático, o Professor Dr. Bissaya-Barreto. De bonita e interessante arquitectura, o referido edifício e dotado de Capela e de prisão, também com historia, pois segundo contam, ali estiveram presos altos signarios ligados ao regime ditador nazi, Adolf Hiter (1944-1945) Dadas as boas relações de amizade que uniam o Professor Bissaya-Barreto e o Dr. Oliveira Salazar, sabe-se que o precioso néctar do deus Baco, bebido pelo Primeiro Ministro de Portugal, nos tempos da ditadura era unicamente produzido, o edifício solarengo e propriedade da Fundação Bissaya-Barreto. |